The Elder Scrolls Online financiou projetos cancelados da ZeniMax antes dos cortes da Microsoft, aponta reportagem

The Elder Scrolls Online financiou projetos cancelados da ZeniMax antes dos cortes da Microsoft, aponta reportagem

O sucesso de The Elder Scrolls Online ajudou a sustentar financeiramente diversos projetos internos da ZeniMax Online Studios que acabaram sendo cancelados após a recente reestruturação promovida pela Microsoft. A informação foi revelada pelo jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, que detalhou como a receita gerada pelo MMORPG foi utilizada para manter iniciativas que nunca chegaram ao mercado.

Segundo Schreier, The Elder Scrolls Online permaneceu durante anos como a principal fonte de receita da ZeniMax Online Studios. O desempenho consistente do jogo permitiu que o estúdio investisse no desenvolvimento de novas propriedades intelectuais e projetos paralelos, incluindo o MMORPG de codinome Blackbird, que vinha sendo produzido há vários anos antes de ser encerrado durante a onda de cortes na divisão Xbox.

De acordo com a reportagem, a decisão da Microsoft de cancelar esses projetos não foi motivada pelo desempenho de The Elder Scrolls Online, que continua sendo um dos jogos como serviço mais lucrativos do portfólio da Bethesda. O problema estaria relacionado ao alto custo de desenvolvimento das novas iniciativas e à estratégia da empresa de reduzir investimentos em produções consideradas de maior risco durante a reestruturação da Xbox.

A situação também evidencia o papel estratégico desempenhado por The Elder Scrolls Online ao longo da última década. Lançado originalmente em 2014, o MMORPG recebeu diversas expansões e atualizações de conteúdo, formando uma comunidade ativa que continua gerando receita por meio da venda de capítulos, assinaturas e itens cosméticos. Esse desempenho permitiu que a ZeniMax Online Studios mantivesse equipes trabalhando em novos projetos simultaneamente.

Apesar dos cancelamentos e das demissões que atingiram parte da equipe, não há qualquer indicação de que The Elder Scrolls Online será descontinuado. Pelo contrário, segundo Schreier, o jogo continuará sendo um dos pilares da Bethesda, justamente por sua capacidade de gerar receita recorrente enquanto a empresa reorganiza sua estrutura e redefine suas prioridades de desenvolvimento.

Os cortes fazem parte da ampla reformulação conduzida pela Microsoft na divisão Xbox, que já resultou em milhares de demissões e no cancelamento de diversos projetos internos. Nesse novo cenário, a empresa pretende concentrar seus investimentos em franquias consolidadas e produções com maior potencial de retorno comercial, reduzindo o número de projetos experimentais em desenvolvimento.

Fonte: Bloomberg