Stop Killing Games alerta: leis de verificação de idade ameaçam preservação de jogos

Stop Killing Games alerta: leis de verificação de idade ameaçam preservação de jogos

O movimento Stop Killing Games ampliou seu campo de atuação. Além de combater o fim prematuro de jogos online comprados pelos jogadores, a iniciativa agora se posiciona contra as novas leis de verificação de idade, argumentando que elas representam uma grave ameaça à preservação de games e ao funcionamento de comunidades que mantêm títulos vivos após o abandono das publishers.

Em publicação no X, o fundador Ross Scott foi direto ao apoiar o movimento contrário a essas legislações:

“Embora grande demais para o #StopKillingGames lidar diretamente, o SKG apoia o movimento contrário às leis de verificação de idade, que tornarão as distribuições do Linux ilegais na Califórnia e causaram o encerramento do jogo Urban Dead. Isso pode potencialmente proibir servidores privados.”

O movimento explica que sua missão vai além de obrigar empresas a manter servidores ativos indefinidamente. O foco principal é garantir que jogadores e comunidades tenham condições reais de manter os jogos funcionando quando as publishers desistem deles. Leis de verificação de idade, segundo o SKG, prejudicam diretamente esse ecossistema ao dificultar ou até impossibilitar servidores privados, comunidades de modding, projetos de fãs, ferramentas de código aberto e iniciativas de preservação.

Como exemplo prático, o movimento cita o caso de Urban Dead, um game com 20 anos de existência que foi encerrado em 14 de março de 2025. Seu criador, Kevan Davis, considerou inviável cumprir as exigências do Online Safety Bill do Reino Unido e optou pelo fechamento definitivo.

Nos Estados Unidos, a preocupação se concentra na California’s Digital Age Assurance Act (AB 1043), que pode tornar a distribuição de Linux ilegal no estado e complicar severamente a manutenção de softwares independentes.

O Stop Killing Games reconhece a importância da proteção infantil online, mas critica a abordagem atual:

“É frustrante ver formuladores de políticas de repente alegarem que tudo é ‘pela nossa segurança’... Essa abordagem vai muito além do que é normal ou proporcional.”

O movimento alerta ainda que essas leis beneficiam grandes plataformas, que conseguem se adaptar, enquanto punem pequenos projetos comunitários — exatamente aqueles mais importantes para a preservação de jogos.

Fonte: Eurogamer