Silent Hill: Townfall revela 18 minutos de gameplay e aposta em primeira pessoa para aumentar o terror
Silent Hill: Townfall recebeu sua apresentação mais extensa até agora, com aproximadamente 18 minutos de gameplay divulgados pela Konami e pela Screen Burn. A prévia mostra a abertura da aventura, apresenta os primeiros momentos de Simon Ordell na cidade escocesa de St. Amelia, revela o sistema de combate e termina com uma rápida passagem pelo Otherworld. Entre os elementos que mais chamaram atenção está a trilha sonora de Pilotpriest, mas a maior mudança do novo capítulo está na própria forma de enxergar o jogo.
Diferentemente dos títulos recentes da franquia, Townfall adota uma câmera em primeira pessoa. A decisão rompe com a perspectiva sobre o ombro que vinha sendo utilizada em outras produções da série e altera diretamente a maneira como o jogador percebe o ambiente. O campo de visão mais limitado passa a fazer parte da construção do suspense, já que o jogador deixa de observar o personagem e precisa encarar os perigos diretamente pelos olhos de Simon.
A escolha também muda a relação com o cenário. Na terceira pessoa, o personagem ocupa parte da tela e a câmera pode revelar determinadas ameaças ao redor dele. Na primeira pessoa, essa proteção desaparece, fazendo com que corredores, portas, becos e áreas encobertas ganhem um peso maior. O vídeo mostra Simon explorando St. Amelia sob essa perspectiva, reforçando a tentativa da Screen Burn de criar uma experiência mais direta e claustrofóbica.
CRTV é uma das novas ferramentas do jogo
Durante a exploração, a prévia também apresenta o CRTV, um dispositivo inédito na franquia. A função exata do equipamento ainda não foi explicada completamente pelo estúdio, mas ele aparece sendo utilizado durante a investigação dos ambientes e parece ter alguma função relacionada à leitura ou interpretação do cenário.
O recurso adiciona mais uma camada à exploração e pode acabar sendo importante para solucionar situações ou identificar elementos que não seriam facilmente perceptíveis. Como a apresentação ainda representa apenas uma parcela inicial da campanha, a Screen Burn mantém em segredo boa parte das funções e possibilidades do CRTV.
O vídeo também mostra o combate, que passa a fazer parte da experiência depois dos momentos iniciais de exploração. A prévia termina com uma breve demonstração do Otherworld, reforçando que a produção pretende manter um dos conceitos mais conhecidos da série, mas apresentá-lo dentro de uma estrutura diferente.
Pilotpriest assume a trilha sonora
Outro aspecto que ganhou bastante destaque é a trilha sonora de Pilotpriest, nome artístico de Anthony Scott Burns, escolhido para trabalhar na música de Townfall. A contratação representa uma mudança significativa para uma franquia cuja identidade sonora foi profundamente marcada por Akira Yamaoka durante décadas.
Burns possui trajetória ligada principalmente ao cinema e à música, com trabalhos voltados ao terror e à criação de atmosferas densas. A proposta para Townfall parece seguir justamente esse caminho, valorizando texturas sonoras e ambientação em vez de depender exclusivamente de temas musicais imediatamente reconhecíveis.
A trilha, portanto, deverá desempenhar papel importante na construção da tensão, especialmente considerando a adoção da câmera em primeira pessoa. O som passa a ter ainda mais importância quando o jogador possui um campo de visão restrito e precisa interpretar o que está acontecendo ao seu redor.
Silent Hill: Townfall se passa na Escócia de 1996
O novo jogo é um spin-off autocontido e não representa uma continuação numerada da série principal. A história se passa na Escócia, em 1996, e acompanha Simon Ordell, que retorna à cidade de St. Amelia.
O desenvolvimento está sob responsabilidade da Screen Burn, estúdio que anteriormente era conhecido como No Code. A equipe trabalha em uma proposta diferente das demais entradas recentes, reforçada agora pela câmera em primeira pessoa e pela ambientação escocesa.
Silent Hill: Townfall será lançado em 24 de setembro de 2026 para PlayStation 5 e PC. A data coloca o jogo em uma janela bastante movimentada do calendário, em meio a diversos outros lançamentos importantes.
Terceiro Silent Hill em três anos
Townfall também representa o terceiro lançamento relevante de Silent Hill em um intervalo de apenas três anos. A sequência começou com o remake de Silent Hill 2 em 2024, seguida por Silent Hill f em 2025 e agora pelo novo spin-off em 2026.
O desempenho de Silent Hill f ajudou a sustentar essa estratégia. O jogo estreou com 86 pontos no Metacritic no PlayStation 5, 85 no PC e 83 no Xbox, reforçando a recuperação da franquia após um longo período sem novos lançamentos relevantes.
A sequência também mostra como a Konami passou a experimentar diferentes estilos e equipes dentro da marca. Em apenas três anos, Silent Hill recebeu um remake de um clássico, uma aventura ambientada no Japão dos anos 1960 e agora um spin-off em primeira pessoa situado na Escócia.
Com 18 minutos de gameplay finalmente disponíveis, Silent Hill: Townfall começa a revelar com mais clareza sua identidade. A combinação entre primeira pessoa, exploração, combate, CRTV, atmosfera escocesa e uma trilha conduzida por Pilotpriest mostra que a Screen Burn pretende criar uma experiência diferente sem abandonar os elementos de terror psicológico que definem a franquia.
Fonte: Gematsu