Rockstar endurece regras para mods de GTA antes de GTA 6 e mira servidores não autorizados
A Rockstar Games publicou novas diretrizes para criação de mods de seus jogos, estabelecendo uma série de restrições que afetam projetos da comunidade em diferentes áreas. O documento, válido desde 10 de setembro, define limites para alterações na continuidade oficial, uso de propriedades intelectuais, multiplayer, conteúdo criado por fãs e monetização.
A publicação acontece antes do lançamento de GTA 6 e depois de uma série de conflitos envolvendo projetos da comunidade. Entre os casos recentes está o Liberty City Preservation Project, mod que recriava o mapa de GTA IV dentro de GTA V e acabou sendo retirado do ar no início de 2025.
As regras são divididas em diferentes categorias e deixam claro que a Rockstar pretende manter maior controle sobre a forma como seus jogos e propriedades intelectuais podem ser utilizados por criadores independentes.
Mods não poderão misturar elementos de diferentes jogos
Uma das principais restrições envolve a continuidade oficial dos títulos. A Rockstar afirma que não permite mods que expandam ou alterem enredos, missões, personagens ou outros elementos pertencentes à continuidade estabelecida de seus jogos.
Também estão proibidos projetos que combinem mapas, localizações, personagens, histórias, arquivos ou outras propriedades de um jogo da Rockstar com outro título da empresa. Na prática, modificações que criem grandes cruzamentos entre diferentes capítulos da franquia ficam fora das regras estabelecidas.
O multiplayer também passa a ter limites mais claros. A Rockstar determina que modificações nesse tipo de conteúdo devem utilizar a Plataforma Creator oficial licenciada pela companhia ou possuir uma autorização específica.
A empresa também proíbe modificações destinadas a fazer seus jogos funcionarem em consoles, dispositivos ou outras plataformas para as quais eles não foram originalmente lançados.
Cheats, propriedades de terceiros e uso de voz também entram na mira
As novas diretrizes ainda proíbem a criação, distribuição ou utilização de menus de trapaça e softwares capazes de interferir no multiplayer oficial, nos serviços online ou na Plataforma Creator licenciada.
O uso da propriedade intelectual da própria Rockstar também possui restrições. Logos e marcas da empresa não podem ser utilizados de maneira que faça parecer que um mod ou servidor personalizado possui apoio ou associação oficial com o estúdio.
Conteúdos protegidos pertencentes a terceiros também não podem ser incorporados aos mods. A lista inclui personagens, músicas, imagens, marcas, logos, anúncios, jogos e até localizações do mundo real.
Outro ponto específico envolve performances de voz. A Rockstar afirma que não permite modificar ou reutilizar performances de voiceover presentes em seus jogos. Da mesma forma, a utilização da voz, imagem ou semelhança de pessoas reais depende de autorização legal.
Rockstar estabelece limites para conteúdo e comportamento
As diretrizes também determinam que os mods respeitem as regras de usuário e as diretrizes da comunidade da Rockstar. A companhia afirma não apoiar modificações que explorem ou prejudiquem outros jogadores.
Entre os conteúdos proibidos estão pornografia, material que promova extremismo violento, automutilação ou ameaças físicas, além de conteúdos que possam representar riscos à segurança de menores.
Abuso, bullying, ameaças e assédio também estão proibidos. A Rockstar ainda estabeleceu restrições para roleplay envolvendo conflitos ou simulações militares que retratem organizações armadas do mundo real.
Essas regras se aplicam aos jogos e plataformas da companhia e estabelecem um limite mais definido para o tipo de experiência que pode ser criado pela comunidade.
Monetização de mods também ganha regras mais rígidas
A Rockstar também reforçou o controle sobre a exploração comercial de modificações. Segundo a empresa, a Plataforma Creator é o ambiente oficialmente licenciado para monetização de mods. Fora dela, o modding deve ser estritamente não comercial, salvo quando houver autorização direta da companhia.
Mesmo nos casos permitidos, a monetização precisa ocorrer por meio de provedores de lojas digitais aprovados pela Rockstar e respeitar as leis e políticas aplicáveis.
Também não são permitidos mods que envolvam apostas com dinheiro real, loot boxes, sistemas de gacha ou mecânicas semelhantes baseadas em dinheiro real. A venda de moedas virtuais do jogo por dinheiro real também está proibida.
Criptomoedas e criptoativos, incluindo NFTs, tokens, memecoins e stablecoins, também não podem ser utilizados ou promovidos nesses projetos.
A Rockstar ainda proíbe publicidade, product placement, conteúdo patrocinado e outras formas de promoção de terceiros dentro de mods. Da mesma forma, não é permitido cobrar pelo acesso a assets, missões ou DLCs originalmente criados pela própria empresa.
Novas regras podem afetar projetos da comunidade
O novo conjunto de diretrizes coloca limites mais claros sobre projetos que utilizam elementos de diferentes jogos da Rockstar ou tentam transformar modificações em produtos comerciais independentes.
A companhia justifica as restrições afirmando que seus jogos possuem mundos, personagens e histórias que formam uma continuidade própria e que, como qualquer criadora, possui o direito de estabelecer limites para o uso de suas propriedades e marcas.
Com GTA 6 se aproximando, as regras ganham importância especialmente para projetos que pretendam trabalhar com o novo jogo, seus personagens, mapas ou elementos do universo de Leonida. Por enquanto, a Rockstar não indicou que essas diretrizes representem uma política exclusiva para GTA 6, já que o documento estabelece que as regras abrangem seus jogos e plataformas de maneira geral.
Fonte: Rockstar Games