GOG reage ao fim da mídia física no PlayStation e reforça defesa da propriedade dos jogos digitais
O anúncio da Sony de que encerrará a produção de novos jogos em mídia física para os consoles PlayStation a partir de janeiro de 2028 continua gerando reações em toda a indústria. Desta vez, a GOG, plataforma da CD Projekt conhecida por comercializar jogos sem DRM, aproveitou a discussão para reforçar sua filosofia de que os consumidores devem realmente ser donos dos títulos que compram, mesmo em um mercado cada vez mais digital.
Segundo Krzysztof Papliński, co-CEO da GOG, o abandono das mídias físicas torna ainda mais urgente o debate sobre propriedade e preservação dos jogos. Para o executivo, a evolução tecnológica não deveria comprometer o direito dos jogadores de manter acesso permanente aos títulos adquiridos, independentemente de mudanças em plataformas, lojas digitais ou modelos de negócios.
"Cada mudança que se afasta das mídias físicas torna a conversa sobre propriedade e preservação de jogos ainda mais importante. A tecnologia evolui, mas a ideia de que os jogadores devem manter acesso aos jogos que compram não deveria. À medida que a indústria se torna cada vez mais digital, os jogadores deveriam ter a plena confiança de que os jogos que compram permanecerão acessíveis, independentemente de mudanças em plataformas, lojas ou modelos de negócios."
O executivo também destacou que essa filosofia está no centro da proposta da GOG desde sua criação. Diferentemente de outras plataformas digitais, todos os jogos vendidos pela loja são livres de DRM e podem ser baixados com instaladores offline, permitindo que os usuários façam cópias de segurança e mantenham acesso aos arquivos sem depender da plataforma.
"Para nós, preservação e propriedade caminham juntas. É por isso que todo jogo na GOG é livre de DRM e vem com instaladores offline, dando às pessoas um controle duradouro sobre suas compras. O futuro dos games não deveria custar a posse; preservar o acesso aos jogos por anos é uma responsabilidade que toda a indústria deveria levar a sério."
A GOG também aproveitou a repercussão nas redes sociais para destacar uma das diferenças entre seu modelo e o de outras lojas digitais. Em uma publicação no X (antigo Twitter), a empresa afirmou que, mesmo que um jogo deixe de ser comercializado em sua loja, ele continuará disponível para quem já o adquiriu. A mensagem faz referência às preocupações envolvendo ecossistemas fechados, nos quais o acesso a conteúdos pode ser alterado por questões contratuais ou comerciais.
O posicionamento surge em um momento de intensos debates sobre preservação e propriedade digital. O fim da mídia física no PlayStation provocou críticas de jogadores, colecionadores e especialistas, que questionam a perda de recursos como revenda, empréstimo e arquivamento de jogos. Nesse cenário, a GOG busca reforçar seu diferencial ao defender que comprar um jogo deve significar possuir uma cópia permanente, e não apenas uma licença de acesso condicionada às regras de uma plataforma.
Fonte: Eurogamer