Digital Foundry aponta visual impressionante e desempenho instável em Oblivion Remastered no Switch 2

Digital Foundry aponta visual impressionante e desempenho instável em Oblivion Remastered no Switch 2

A Digital Foundry publicou uma análise técnica de The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered no Nintendo Switch 2 e chegou a um veredito misto. O port chama atenção pela qualidade visual alcançada em um hardware portátil, mas problemas de desempenho, quedas de quadros, travamentos na câmera e limitações na apresentação do mundo aberto impedem que a versão seja considerada uma adaptação realmente sólida.

Em termos de resolução, Oblivion Remastered opera a 1080p no modo dock e 900p no modo portátil, utilizando o NVIDIA DLSS para reconstrução de imagem. Segundo a análise, a tecnologia funciona de maneira bastante eficiente e permite que o jogo entregue uma imagem surpreendentemente nítida, chegando a superar em determinados aspectos a qualidade observada no Xbox Series S.

O resultado é particularmente impressionante levando em consideração a diferença de poder de processamento entre o Switch 2 e os consoles de geração atual. A solução adotada pela Bethesda e pela Virtuos permite reduzir a resolução interna e, ao mesmo tempo, preservar uma apresentação visual convincente graças ao sistema de reconstrução da NVIDIA.

Vegetação reduzida e pop-in prejudicam o mundo aberto

O principal sacrifício visual está na quantidade de vegetação. Para conseguir adaptar a produção ao hardware do Switch 2, a densidade da folhagem foi consideravelmente reduzida em comparação com as demais versões. Em determinadas regiões, a diferença é perceptível, com árvores inteiras ausentes em locais onde aparecem nas plataformas mais potentes.

Outro problema apontado pela Digital Foundry é o pop-in de elementos gráficos. Objetos, vegetação e outros assets podem aparecer ou desaparecer conforme o jogador se aproxima ou se afasta de determinadas áreas. Em um jogo de mundo aberto como Oblivion Remastered, esse comportamento compromete parte da sensação de continuidade e pode quebrar a imersão durante a exploração.

Apesar disso, a apresentação geral continua sendo considerada impressionante para o hardware. A versão consegue preservar boa parte da identidade visual do remaster e utiliza o DLSS para compensar uma resolução base menor, tornando o resultado final mais competitivo do que seria possível apenas com técnicas tradicionais de escalonamento.

Meta de 30 FPS não é mantida de forma consistente

O maior problema da versão está, porém, no desempenho. O Switch 2 tem como objetivo 30 FPS, mas a Digital Foundry encontrou dificuldades para manter essa taxa de maneira consistente.

A análise destaca problemas de frame pacing, com oscilações frequentes nos tempos de quadro. Em determinadas situações, os tempos podem alternar entre aproximadamente 16 ms e 50 ms, resultando em travamentos perceptíveis durante a movimentação da câmera. Mesmo quando o contador de quadros não apresenta uma queda extrema, essas irregularidades podem tornar a experiência menos fluida.

A situação é especialmente incômoda em áreas mais abertas, justamente onde a quantidade de elementos na tela aumenta. O jogo ainda consegue atingir a meta de 30 FPS em boa parte do tempo, mas a inconsistência na entrega dos frames faz com que a experiência fique distante de uma apresentação estável.

Switch 2 evita um problema presente nos outros consoles

Há, entretanto, um ponto positivo importante. O problema de degradação progressiva de desempenho observado nas versões de PlayStation 5 e Xbox Series X|S aparentemente não se repete no Switch 2. Nas outras plataformas, sessões mais longas podem provocar uma queda gradual no desempenho, algo que não foi observado da mesma maneira no console da Nintendo.

Para a Digital Foundry, uma possível explicação está justamente na meta fixa de 30 FPS. PlayStation 5 e Xbox Series X|S utilizam taxas de quadros desbloqueadas em determinadas configurações, buscando alcançar até 60 FPS, o que pode contribuir para esse comportamento ao longo de sessões prolongadas. No Switch 2, o limite inferior de desempenho pode ajudar a evitar parte do problema.

Mesmo assim, a estabilidade não é perfeita. A análise registrou alguns crashes desde o lançamento, reforçando que o port ainda apresenta problemas que precisam ser corrigidos. A expectativa é que a Bethesda e a Virtuos continuem trabalhando em atualizações capazes de melhorar a estabilidade, o frame pacing e outros aspectos técnicos da versão.

Outro detalhe relevante é que a Bethesda conseguiu colocar o jogo inteiro em um único cartucho de Switch 2, o que demonstra o esforço empregado na otimização e compressão do remaster para o novo hardware da Nintendo.

No fim, Oblivion Remastered no Switch 2 representa um feito técnico significativo, principalmente pela qualidade de imagem obtida com o DLSS e pela capacidade de rodar uma produção baseada na Unreal Engine 5 em um console portátil. Porém, as quedas de desempenho, o frame pacing irregular, o pop-in e as limitações na vegetação mostram que ainda existe uma distância considerável entre um port tecnicamente impressionante e uma versão realmente refinada.

Fonte: Nintendo Life