Ubisoft reestrutura estúdios e transforma criadora de Rainbow Six em equipe de suporte
A Ubisoft decidiu encerrar o ciclo da Red Storm Entertainment como líder no desenvolvimento de novos jogos. Conhecida por ter criado franquias como Rainbow Six e Ghost Recon, a desenvolvedora passará a atuar exclusivamente como estúdio de suporte dentro da estrutura interna da companhia.

Fundada em 1996 por Tom Clancy, a Red Storm teve papel fundamental na consolidação dos jogos táticos modernos. Com a mudança, a equipe deixa de liderar projetos próprios e passa a colaborar com outras divisões da Ubisoft, especialmente aquelas que utilizam a engine Snowdrop. A reestruturação também envolve a demissão de cerca de 120 funcionários, como parte de um amplo plano de redução de custos promovido pela publicadora.
Desde que foi adquirida pela Ubisoft no ano 2000, a Red Storm continuou contribuindo diretamente para suas principais franquias, incluindo títulos como Ghost Recon Advanced Warfighter. Nos últimos anos, no entanto, o estúdio vinha direcionando seus esforços para experiências em realidade virtual, com projetos como Star Trek Bridge Crew e Assassin’s Creed Nexus VR, indicando uma mudança gradual de foco antes da decisão atual.
O destino da desenvolvedora foi selado após o cancelamento de The Division Heartland, projeto mais recente da equipe. A Ubisoft já havia promovido cortes anteriormente em função dessa decisão, mas agora optou por redefinir completamente o papel da Red Storm dentro da empresa. Ainda assim, isso não representa o fim das franquias que ajudou a criar, que seguem como pilares importantes do catálogo da companhia.
Títulos como Rainbow Six Siege continuam sob responsabilidade de outros estúdios, como a Ubisoft Montréal, mantendo uma base ativa de jogadores. Além disso, a marca associada a Tom Clancy permanece relevante em projetos futuros, incluindo um novo capítulo da série The Division, que já está em fase de planejamento.
A mudança faz parte de uma estratégia mais ampla da Ubisoft para reduzir seus custos operacionais em cerca de 200 milhões de euros por ano. A empresa já sinalizou que pode promover novas reestruturações caso suas chamadas “Casas Criativas” não entreguem os resultados esperados, o que pode incluir desde o fechamento de estúdios até a venda de propriedades intelectuais para terceiros.
Fonte: VGC