Tim Sweeney critica pedidos de bloqueio do X e fala em ataque à liberdade de expressão

Tim Sweeney critica pedidos de bloqueio do X e fala em ataque à liberdade de expressão

O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, se posicionou contra iniciativas que pedem o bloqueio do X — antigo Twitter — após uma onda de montagens envolvendo imagens sexualizadas de menores geradas pelo Grok, ferramenta de IA integrada à plataforma. Para o executivo, tentativas de remover o aplicativo da App Store e da Google Play representam uma ameaça direta à liberdade de expressão, e não uma solução adequada para o problema.

O Grok demonstrou ser capaz de gerar imagens sexualizadas a partir de qualquer fotografia publicada na rede social. Diversas denúncias apontaram a criação de Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM), o que levou políticos dos Estados Unidos a pressionarem por um banimento da plataforma em lojas digitais. Em resposta, Sweeney classificou essas ações como “pedidos incessantes de gatekeepers para censurar oponentes políticos”.

Segundo o CEO da Epic Games, plataformas abertas são essenciais justamente porque tecnologias como inteligências artificiais podem falhar ou agir de formas não previstas. Para ele, esses problemas devem ser corrigidos pelas empresas responsáveis, e não usados como justificativa para a remoção completa de serviços. “Políticos exigindo que gatekeepers destruam seletivamente aquela que pertence à companhia de seu oponente político é capitalismo de compadrio”, afirmou Sweeney em uma de suas postagens.

As declarações do executivo geraram forte reação negativa, principalmente devido à postura do dono do X, Elon Musk, que minimizou a gravidade da situação e chegou a compartilhar montagens criadas pela IA. Críticos também apontam contradições no discurso de Sweeney, destacando que conteúdos envolvendo menores ainda são facilmente encontrados na plataforma, apesar das promessas de controle.

Patrick Kepek, do site Remap, foi um dos que rebateram diretamente a posição do CEO da Epic Games. “A IA saindo de suas limitações não é o mesmo que permitir ativamente conteúdos feitos por pedófilos”, afirmou. Ele também questionou as prioridades de Sweeney, ressaltando que a Epic é responsável por jogos amplamente consumidos por públicos jovens.

Até o momento, a principal medida adotada pelo X foi restringir o uso das ferramentas de geração e edição de imagens do Grok a usuários pagantes. A decisão, no entanto, gerou ainda mais críticas, já que muitos enxergam a mudança como uma forma de monetizar o acesso a conteúdos problemáticos. Apesar disso, Tim Sweeney segue reafirmando sua posição contrária a qualquer tipo de bloqueio: “A última coisa que qualquer cidadão em uma nação livre deveria tolerar é que líderes políticos tentem bloquear plataformas para o exercício da liberdade de expressão”.

Fonte: PC Gamer