Tencent rebate processo da Sony e defende Light of Motiram nos tribunais
O embate entre Sony e Tencent em torno de Light of Motiram ganhou novos capítulos. Após ser acusada de plágio por supostas semelhanças do jogo com a série Horizon, a gigante chinesa apresentou sua defesa nas cortes da Califórnia, pedindo que o processo seja descartado. A Tencent não apenas rebateu as acusações, como também atacou diretamente a postura da rival japonesa.
“Alegações vagas” e falta de base legal
Segundo a defesa apresentada, a ação judicial da Sony estaria fundamentada em “alegações vagas e impossíveis de averiguar”, sem qualquer base factual concreta. A Tencent sustenta que a companhia japonesa age apenas com base em especulações sobre possíveis condutas futuras, o que não seria suficiente para justificar um processo formal.
Outro ponto levantado foi o fato de a Tencent não ter sede nos Estados Unidos, o que, na visão da empresa, tornaria ainda mais frágil a legitimidade da ação movida pela Sony.
Crítica direta à postura da Sony
Em sua resposta oficial, a Tencent foi além da defesa e acusou a concorrente de tentar monopolizar um gênero inteiro.
"No fundo, os esforços da Sony não têm o objetivo de lutar contra a pirataria, plágio ou qualquer ameaça genuína a propriedades intelectuais. É uma tentativa imprópria de isolar um canto bem conhecido da cultura popular e declará-lo domínio exclusivo da Sony."
A empresa chinesa também destacou que a própria Guerrilla Games já reconheceu inspirações externas para a série Horizon. Como exemplo, citou uma entrevista ao Washington Post na qual o diretor de arte Jan-Bart Van Beek afirmou que o conceito central da franquia tem semelhanças com Enslaved: Odyssey to the West, título da Ninja Theory lançado em 2010.
Tentativa de monopolizar convenções
De acordo com a Tencent, o que está em jogo não é a proteção de uma propriedade intelectual, mas sim uma estratégia para “monopolizar convenções de um gênero” e intimidar novos concorrentes que desejam explorar temas semelhantes no mercado de games.
A empresa argumenta que elementos como ambientação pós-apocalíptica, máquinas colossais e exploração em mundo aberto não são exclusivos da Sony e fazem parte de convenções estabelecidas há anos na indústria.
Próximos passos
O caso agora depende da avaliação das cortes norte-americanas, que deverão decidir se a ação segue adiante ou será descartada na fase inicial, como deseja a Tencent. Independentemente da decisão, o processo promete trazer novos debates sobre os limites entre inspiração criativa e plágio na indústria de jogos.
Fonte: Game Developer