Obsidian descarta The Outer Worlds 3 após desempenho abaixo do esperado da sequência

Obsidian descarta The Outer Worlds 3 após desempenho abaixo do esperado da sequência

Apesar de 2025 ter sido marcado por grandes lançamentos e sucessos expressivos no mercado de games, nem todos os títulos conseguiram alcançar o retorno esperado. Mesmo recebendo avaliações positivas da crítica, The Outer Worlds 2 acabou registrando vendas consideradas decepcionantes, o que levou a Obsidian Entertainment a confirmar que não há planos para uma nova sequência da franquia no momento.

A informação veio à tona em uma entrevista concedida ao Bloomberg, na qual o chefe do estúdio, Fergus Urquhart, comentou de forma transparente sobre os impactos comerciais recentes. Segundo ele, tanto The Outer Worlds 2 quanto Avowed levaram o estúdio a refletir profundamente sobre custos, escopo e tempo de desenvolvimento. “Não são desastres”, afirmou Urquhart. “Não vou dizer que foi um golpe duro. Foi mais como: ‘Que droga. O que estamos aprendendo com isso?’”.

Embora o executivo não tenha revelado números exatos de vendas, ele destacou que ambos os projetos consumiram cerca de seis anos de desenvolvimento, um ciclo que a Obsidian agora considera longo demais para os resultados obtidos. A meta do estúdio, segundo Urquhart, é reduzir esse prazo para algo entre três e quatro anos em seus próximos projetos, buscando um equilíbrio maior entre investimento, tempo e retorno financeiro.

Mesmo com a decisão de não avançar para The Outer Worlds 3, a Obsidian não pretende abandonar o universo da franquia imediatamente. O estúdio ainda planeja lançar conteúdos adicionais para The Outer Worlds 2, mantendo o suporte ao jogo. Além disso, há interesse em expandir o universo de Avowed, lembrando que o título se passa no mesmo mundo de Pillars of Eternity, o que abre espaço para novas histórias e projetos derivados.

Em contrapartida, Grounded 2, desenvolvido em parceria com a Eidos-Montreal, se destacou como um grande sucesso interno. O jogo levou cerca de três anos para ser produzido e atingiu as expectativas financeiras da empresa, servindo como exemplo prático de que ciclos de desenvolvimento mais curtos podem ser mais sustentáveis — e até mais lucrativos — para o estúdio.

A decisão da Obsidian reforça uma tendência cada vez mais visível na indústria: mesmo jogos bem avaliados não estão imunes a cortes e reavaliações estratégicas quando o desempenho comercial não acompanha o investimento feito.

Fonte: Kotaku