Nintendo intensifica ofensiva legal e remove emuladores de Switch do GitHub

Nintendo intensifica ofensiva legal e remove emuladores de Switch do GitHub

A Nintendo voltou a agir de forma contundente contra a cena de emulação do Switch. Na última sexta-feira (13), a empresa realizou um pedido formal de derrubada por DMCA que resultou na remoção de diversos projetos hospedados no GitHub, atingindo diretamente softwares voltados à emulação do console. A medida reacende o embate jurídico entre a companhia japonesa e desenvolvedores independentes que trabalham nesse tipo de tecnologia.

Mesmo após o encerramento de projetos emblemáticos como Yuzu e Ryujinx, a comunidade seguiu ativa, com o surgimento de novas alternativas que rapidamente ganharam popularidade. Esse crescimento, no entanto, levou a Nintendo a agir novamente. Com o pedido de derrubada, emuladores como Citron, MeloNX, Eden e vários outros não apenas desapareceram da plataforma, como também tiveram suas páginas oficiais removidas, interrompendo o acesso público aos repositórios e documentações.

Apesar do impacto imediato, a ação não significa, necessariamente, o fim da emulação do Switch. Em entrevista ao site WCCFTech, os desenvolvedores do Eden confirmaram que o projeto deixou o GitHub, mas continua disponível por outros canais. Segundo eles, a derrubada não encerra os esforços para manter o emulador ativo, indicando que parte da comunidade já busca alternativas de distribuição fora das plataformas mais tradicionais.

A repercussão também foi forte no Reddit, onde usuários reagiram afirmando que a estratégia da Nintendo não será suficiente para acabar com a emulação. Uma das mensagens mais compartilhadas resume esse sentimento: “Se eles matarem um, 10 mais vão surgir. Mate 10, 100 mais vão aparecer. Eles nunca vão matar a emulação.” No Discord oficial do Eden, os criadores do software reforçaram que devem abandonar o GitHub como meio principal de distribuição, mas continuarão desenvolvendo o projeto por outros caminhos.

Embora a existência de emuladores, por si só, não seja ilegal, a Nintendo sustenta suas ações com o argumento de que muitos desses softwares utilizam códigos protegidos e acabam estimulando a pirataria de jogos do ecossistema Switch. O episódio reforça o cenário de confronto constante entre grandes empresas e comunidades de desenvolvimento independente, indicando que a disputa jurídica e técnica em torno da emulação ainda está longe de um desfecho definitivo.

Fonte: PC Gamer