Mark Cerny detalha PlayStation 6 com IA avançada, Project Amethyst e integração com modelos de linguagem

Mark Cerny detalha PlayStation 6 com IA avançada, Project Amethyst e integração com modelos de linguagem

A Sony está preparando uma verdadeira revolução tecnológica com o PlayStation 6, que promete levar a inteligência artificial a um novo patamar nos videogames. Em entrevista à Digital Foundry, o arquiteto-chefe Mark Cerny revelou que o novo console contará com suporte nativo a modelos de linguagem (LLMs), como os utilizados em ferramentas de IA conversacional — entre elas ChatGPT e Gemini —, permitindo interações muito mais dinâmicas e naturais entre jogadores e personagens.

Segundo Cerny, a arquitetura do PS6 foi desenhada desde o início para lidar com múltiplos tipos de aprendizado de máquina, abrindo espaço para experiências inéditas. “Existem muitos tipos de aprendizado de máquina, e por isso serão necessárias múltiplas ferramentas”, explicou. Isso permitirá que os desenvolvedores criem NPCs com diálogos adaptativos, comportamentos complexos e mundos que reagem de forma inteligente às ações dos jogadores.

A nova filosofia de desenvolvimento faz parte do Project Amethyst, uma iniciativa conjunta entre a Sony e a AMD. Cerny afirmou que essa colaboração marca uma mudança importante na estratégia da empresa: “Antes criávamos tecnologias personalizadas apenas para o PlayStation, mas agora com o Project Amethyst estamos apostando no desenvolvimento conjunto com a AMD. Essa mudança terá um impacto muito grande, porque quando os desenvolvedores podem criar suas tecnologias com a compreensão de que elas funcionarão em várias plataformas — como desktops, laptops, consoles etc.”

No lado técnico, o PlayStation 6 apresentará três inovações principais que devem redefinir o hardware da Sony. Os Neural Arrays serão unidades de computação dedicadas ao processamento de IA e aprendizado de máquina; os Radiance Cores funcionarão de forma semelhante aos núcleos RT da NVIDIA, voltados ao ray tracing; e o sistema Universal Compression vai otimizar a largura de banda da memória gráfica, podendo trabalhar em conjunto com técnicas de escalonamento baseadas em redes neurais para maximizar o desempenho.

Essa combinação de tecnologias mostra que o PlayStation 6 pretende não apenas evoluir em potência bruta, mas também em inteligência computacional, tornando os jogos mais imersivos e adaptáveis do que nunca.

Fonte: Vandal