Lina Khan critica aumento do Game Pass e alerta sobre monopólio da Microsoft
O recente aumento de preços do Xbox Game Pass, que no Brasil fez o plano Ultimate saltar para R$119,90/mês, continua gerando forte reação negativa entre jogadores e especialistas da indústria. A medida também reacendeu debates em torno da fusão entre a Microsoft e a Activision Blizzard, que havia sido alvo de críticas de órgãos reguladores em vários países.
Entre as vozes mais influentes a se pronunciar está Lina M. Khan, ex-presidente da FTC (Federal Trade Commission), que havia se posicionado contra a aquisição bilionária. Após a repercussão do aumento, Khan voltou ao tema e destacou que as consequências previstas por ela já estariam se confirmando.
Em uma declaração contundente, Khan afirmou:
“A aquisição da Activision pela Microsoft foi seguida por aumentos significativos de preços e demissões, prejudicando tanto jogadores quanto desenvolvedores. Como temos observado em diversos setores, a crescente concentração de mercado e o aumento de preços frequentemente andam de mãos dadas. À medida que empresas dominantes se tornam grandes demais para se importar, elas podem piorar a situação para seus clientes sem precisar se preocupar com as consequências.”
A fala ecoou entre os usuários nas redes sociais, que passaram a reforçar a percepção de que a Microsoft teria se tornado "grande demais" para se preocupar com o feedback da comunidade. O aumento não foi bem recebido globalmente, levando a uma onda de cancelamentos do serviço. O tráfego foi tão intenso que a página oficial do Game Pass chegou a sair do ar após o anúncio.
Em resposta oficial, a Microsoft reconheceu a insatisfação dos jogadores, mas defendeu a decisão, afirmando que “mais conteúdos serão adicionados aos planos” para justificar os reajustes. Ainda assim, a estratégia parece ter aumentado a desconfiança em relação ao futuro do Game Pass e ao impacto de grandes aquisições no equilíbrio do mercado de games.
Fonte: FTC / Microsoft