Jogadores já não trocam de console por causa de exclusivos, afirma analista Mat Piscatella
Por muito tempo, os jogos exclusivos foram a principal arma de Sony, Nintendo e Microsoft na disputa por novos usuários em suas plataformas. No entanto, segundo o respeitado analista de mercado Mat Piscatella, esse cenário tem mudado de forma significativa — e os consumidores já não são mais tão influenciados por lançamentos exclusivos na hora de escolher um console.
De acordo com Piscatella, os jogadores estão cada vez mais “enraizados” em seus ecossistemas, seja pela biblioteca digital, histórico de conquistas ou pela presença de amigos nas redes online. "As pessoas que compram um console hoje em dia fazem isso por causa do ecossistema, da lista de amigos", explica. Para ele, o tempo em que um exclusivo era capaz de fazer alguém migrar para outro sistema já passou.
“Não dá mais para convencer alguém a mudar de console por causa de exclusivos. Já passamos muito desse ponto. As pessoas estão enraizadas em seus sistemas. E levar o conteúdo até elas é a única maneira de vencer”, afirmou Piscatella.
Essa mudança de paradigma tem sido refletida nas decisões recentes da indústria. A Microsoft, por exemplo, já lançou títulos como Sea of Thieves e Grounded no PlayStation, enquanto a Sony começa a experimentar essa abertura, como em Helldivers 2 no PC e em breve no Xbox, além do recém-anunciado LEGO Horizon Adventures também previsto para o Nintendo Switch.
“Todo mês surge um jogo que estava sumido há um tempo. E você se pergunta: como isso aconteceu? Bem, ele foi lançado em outra plataforma”, comentou o analista.
No entanto, a Nintendo permanece como uma exceção notável, com forte foco em seu próprio ecossistema e IPs exclusivas. Mesmo assim, o jornalista Christopher Dring aponta que até empresas parceiras, como a The Pokémon Company, já estão explorando outros caminhos — como a presença forte no mercado mobile com títulos como Pokémon GO e Pokémon Masters EX, o que indica um leve movimento rumo à expansão de público.
Para Piscatella, em um mercado dominado por jogos como serviço, a luta agora é por tempo de engajamento. "Levar o conteúdo até onde as pessoas estão" se torna a estratégia mais viável para alcançar sucesso.
Fonte: The Game Business