Hunter: The Reckoning Deathwish é revelado para 2027 com foco em RPG profundo e múltiplas escolhas
O RPG de ação Hunter: The Reckoning Deathwish foi oficialmente anunciado pela Teyon durante o Xbox Partner Preview, trazendo uma proposta mais aprofundada dentro do universo World of Darkness. O título está previsto para chegar em 2027 ao PC, Xbox Series X, Xbox Series S e PlayStation 5, com suporte ao Xbox Play Anywhere.
Baseado na quinta edição do RPG de mesa Hunter: The Reckoning, publicado pela White Wolf, o novo jogo não possui ligação direta com os títulos de ação lançados no início dos anos 2000. A proposta aqui é oferecer uma experiência mais próxima de RPGs clássicos, com forte ênfase em narrativa e escolhas do jogador, afastando-se do estilo beat ‘em up que marcou adaptações anteriores da franquia.
Segundo o diretor Piotr Łatocha, a equipe buscou inspiração em Vampire: The Masquerade – Bloodlines para moldar a experiência, priorizando liberdade e profundidade sistêmica. O sistema de progressão segue de perto o material original, com seis atributos e dezoito perícias que influenciam diretamente nas ações do jogador, utilizando uma lógica baseada em testes de dados. Além disso, o jogo incorpora um sistema de vantagens e desvantagens retirado diretamente do livro de regras.
A estrutura do mundo foi descrita como semiaberta, com uma campanha principal de trajetória linear, mas recheada de ramificações e missões secundárias. O jogo também aposta em elementos narrativos mais densos, como opções de romance, construção de relacionamentos com companheiros e histórias pessoais que podem ter diferentes desfechos dependendo das decisões tomadas ao longo da jornada.
Outro destaque é o robusto sistema de criação de personagem. Os jogadores poderão definir gênero, tipo corporal, características físicas e distribuir pontos em atributos e habilidades, moldando completamente o estilo de jogo. Essa liberdade permite abordagens variadas — desde cooperação e diplomacia até ações mais agressivas, que podem levar a consequências negativas dentro da narrativa.
O design das missões foi construído para suportar múltiplas soluções, inspirado em títulos como Deus Ex e Baldur’s Gate 3. Situações podem ser resolvidas por força bruta, furtividade ou habilidades sociais, com transições dinâmicas entre essas abordagens. Ser descoberto durante uma infiltração, por exemplo, não resulta em falha imediata, mas sim em uma mudança natural para o combate.
Por fim, Łatocha destacou que, embora sua experiência pessoal com RPGs de mesa seja limitada, a equipe da Teyon conta com membros profundamente familiarizados com o universo World of Darkness. Essa combinação busca garantir uma adaptação fiel ao material original, ao mesmo tempo em que torna a experiência acessível para novos jogadores.
Fonte: News Xbox