Funcionários da King acusam Microsoft de oferecer pacotes de rescisão ilegais

Funcionários da King acusam Microsoft de oferecer pacotes de rescisão ilegais

A recente onda de demissões promovida pela Microsoft após a aquisição da Activision Blizzard também atingiu a King, estúdio conhecido mundialmente por Candy Crush. No entanto, relatos indicam que a situação dentro da desenvolvedora mobile vai além da perda de empregos: ex-funcionários afirmam que os pacotes de rescisão oferecidos pela companhia seriam ilegais e que parte da equipe avalia acionar a Justiça.

De acordo com informações obtidas pelo MobileGames.biz, advogados consultados por alguns dos funcionários apontaram irregularidades nos acordos de desligamento. Ainda assim, parte deles optou por aceitar as condições impostas, temendo receber menos ou enfrentar complicações maiores em uma disputa contra uma empresa do porte da Microsoft.

“Todos consultamos advogados e eles foram muito claros de que as propostas não eram legais”, relatou um dos ex-colaboradores em entrevista ao site. “Mas eu decidi aceitá-las no final das contas, simplesmente porque temia que conseguiria ainda menos e não acredito que possamos vencer contra uma corporação como a Microsoft”.

O ambiente dentro da King após os cortes é descrito como tenso, com funcionários inseguros quanto ao futuro e sem confiança na liderança. Muitos acreditam que as demissões não seguiram critérios claros, já que profissionais com boas avaliações de desempenho e funções críticas também foram dispensados. Além disso, há quem acredite que os objetivos de receita estipulados pela Microsoft foram irrealistas, criando um cenário em que o fracasso era inevitável.

Um gerente ouvido pela reportagem afirmou que a King ainda mantém uma estrutura considerada “inflada” e que novas demissões são prováveis, especialmente com a pressão para que cada vez mais setores adotem soluções de inteligência artificial em seus processos. Esse cenário reforça a percepção de que a incerteza continuará rondando a desenvolvedora no futuro próximo.

Fonte: VGC