Ex-roteirista da Valve critica Tim Sweeney após demissões na Epic: “Gabe é melhor nisso do que você”

Ex-roteirista da Valve critica Tim Sweeney após demissões na Epic: “Gabe é melhor nisso do que você”

As recentes demissões em massa na Epic Games continuam repercutindo na indústria, e agora ganharam críticas públicas de Chet Feliszek, que deixou a Valve em 2017. Em declarações nas redes sociais, o desenvolvedor questionou diretamente a liderança de Tim Sweeney, comparando sua gestão com a de Gabe Newell.

Durante suas críticas, Feliszek levantou dúvidas sobre o impacto das demissões — que ultrapassaram mil funcionários — no ambiente interno da empresa. Ele também mencionou o encerramento ou descontinuidade de projetos ligados a Fortnite, questionando como decisões desse tipo afetam a motivação dos profissionais que permanecem na companhia.

“Alguém pode me explicar isso? Por que alguém que está na Epic deveria trabalhar duro? Porque eles acabam de demitir 1000 pessoas. E vão fechar Fortnite Rocket Racing, Ballistic e Festival Battle Stage, o que quer que isso seja. Quem sabe?”

O ex-roteirista também destacou que, na visão dele, Tim Sweeney não pode justificar as decisões com base em pressões de investidores, já que a Epic não é uma empresa de capital aberto. Em tom direto, ele comparou o tamanho das demissões com a estrutura da Valve.

“Esse é Tim Sweeney. Esse é Tim. Mil pessoas é mais do que o número que trabalha na Valve. E eu acho que bem, ei, Tim, Gabe é melhor nisso do que você. Eu não sei o que te dizer, cara, porque você parou de se importar em fazer coisas”

Feliszek ainda afirmou que a forma como a Epic conduz suas decisões demonstra uma falta de valorização dos funcionários. Segundo ele, sua experiência na Valve era diferente, marcada por um ambiente onde os profissionais se sentiam parte do processo e motivados a contribuir com o máximo de dedicação.

“Eu não entendo por que você remove o controle das pessoas. Tipo, por que eles iriam se importar? Por que você pensaria que seu trabalho duro vai ser recompensado? Eu trabalhava muito na Valve, e eu me importava com as coisas que fazia, e eu me importava muito com as pessoas com quem trabalhava”

Outro ponto levantado pelo desenvolvedor é a justificativa de que as demissões não estariam relacionadas ao desempenho dos funcionários. Para ele, esse tipo de discurso aproxima a Epic de práticas adotadas por gigantes como Activision e Electronic Arts, conhecidas por cortes amplos mesmo após sucessos comerciais de franquias populares.

Na avaliação de Feliszek, decisões como essas têm contribuído para um cenário preocupante na indústria, onde profissionais experientes acabam desmotivados e se afastam do desenvolvimento de jogos. Esse movimento, segundo ele, ajuda a explicar tanto a recorrência de demissões quanto o surgimento de títulos problemáticos no mercado atual.

Fonte: PC Gamer