Ex-Bethesda critica Microsoft e diz que estúdio “não faz mais parte de algo genuíno”
Após mais de duas décadas como uma das principais lideranças da Bethesda Softworks, Pete Hines voltou a comentar publicamente sobre sua saída da empresa — e suas declarações trazem críticas diretas ao período após a aquisição pela Microsoft.

Em entrevista ao site Firezide Chat, Hines revelou que já planejava deixar a companhia após o lançamento de Starfield, mas acabou prolongando sua permanência devido aos sucessivos adiamentos do jogo. Ainda assim, o ex-executivo afirma que chegou a um ponto em que não fazia mais sentido continuar, principalmente por não ter autonomia para lidar com os problemas internos.
“Eu estava ficando lá porque esse lugar ainda precisava de mim. Eu só atingi um ponto de sim, precisa de mim, e eu não tenho o poder para fazer o que precisa ser feito para administrar esse lugar corretamente.”
Segundo Hines, os últimos meses dentro da Bethesda Softworks foram especialmente difíceis. Ele descreveu o período como um momento em que o estúdio estava sendo prejudicado internamente, usando termos fortes para caracterizar a situação.
“Ela estava sendo danificada e quebrada em pedaços — e, sinceramente, maltratada, abusada. Use qualquer termo que quiser. Eu disse que não ia ficar ali sentado assistindo a isso acontecer bem na minha frente.”
O ex-chefe de publicação também destacou o impacto pessoal da situação, afirmando que sua saúde mental foi profundamente afetada. Para ele, a decisão de sair acabou sendo inevitável diante do cenário.
“Minha saúde mental era tão deplorável que eu só disse que não podia continuar.”
Além disso, Hines demonstrou frustração com promessas feitas durante a aquisição pela Microsoft, sugerindo que muitas delas não foram cumpridas na prática.
“Você realmente sustenta o que diz? Ou você só está dizendo coisas que soam bem e então, assim que você deixa essa sala, isso é completamente esquecido? Porque essa não é a forma como operávamos a Bethesda.”
Encerrando suas críticas, o ex-executivo foi ainda mais direto ao avaliar o momento atual da empresa:
“Ainda penso que a Bethesda é somente parte de algo que não é autêntico ou genuíno. E isso não deveria ser uma surpresa para nenhum de nós.”
As declarações reforçam um discurso que Hines já vinha adotando desde 2025, quando criticou indiretamente modelos como serviços de assinatura — estratégia amplamente adotada pela Microsoft com o Xbox Game Pass.
Fonte: VGC