Escape from Tarkov estreia no Steam com instabilidade, críticas e polêmicas envolvendo ligações com a Rússia

Escape from Tarkov estreia no Steam com instabilidade, críticas e polêmicas envolvendo ligações com a Rússia

A tão aguardada chegada da versão 1.0 de Escape from Tarkov ao Steam, no último dia 15 de novembro, acabou ficando longe de ser a celebração esperada pelos fãs. Em vez disso, o lançamento foi marcado por instabilidade técnica, péssima recepção inicial e controvérsias políticas que reacenderam debates antigos sobre a Battlestate Games.

Segundo a própria desenvolvedora, o interesse pelo jogo foi muito maior do que o previsto, sobrecarregando totalmente a infraestrutura online no momento da estreia. Com isso, muitos jogadores ficaram impossibilitados de entrar em partidas — alguns relatam ter esperado horas sem sucesso. A Battlestate chegou a publicar no X que um update emergencial já foi liberado para melhorar a situação, mas os relatos de erros de conexão, travamentos e problemas de otimização continuam frequentes.

Esse cenário se refletiu diretamente na recepção da comunidade no Steam, onde Escape from Tarkov registrou apenas 45% de aprovação em seu lançamento. Entre os comentários, jogadores reclamam da performance inconsistente, de bugs antigos ainda presentes e de promessas que, segundo eles, não foram cumpridas na transição para a versão final do jogo.

As críticas, porém, não se limitaram a problemas técnicos. O lançamento também reacendeu uma polêmica que circula há anos nos fóruns da comunidade internacional. No ResetEra, o usuário RedbullCola levantou novamente acusações de que parte do dinheiro gasto com Escape from Tarkov poderia estar financiando entusiastas de armas envolvidos diretamente na guerra da Ucrânia. As críticas se concentraram em supostas ligações do CEO, Nikita Buyanov, com o grupo Time 715, conhecido por seu envolvimento com atividades militares russas.

Além disso, circulam imagens e publicações antigas de desenvolvedores do estúdio posando com símbolos de apoio ao exército russo. A Battlestate Games, no entanto, nunca se posicionou publicamente sobre o conflito, tampouco respondeu às acusações que voltaram à tona com a chegada ao Steam.

Em meio ao caos, a desenvolvedora afirmou que suas prioridades no momento são corrigir bugs críticos — incluindo falhas no download da atualização e problemas de iluminação — e estabilizar os servidores. A equipe também pediu desculpas pelo lançamento conturbado e prometeu recompensas in-game para todos os jogadores afetados pelos problemas da versão 1.0.

Fonte: Battlestate Games/Steam