Chefe do PlayStation afirma que Concord deixou lições valiosas para a empresa

Lançado e cancelado rapidamente em 2024, Concord acabou se tornando um dos casos mais marcantes de fracasso recente da Sony. O título, que chegou a ser apresentado como uma das apostas do PlayStation para o mercado de jogos como serviço, foi descontinuado poucos meses após sua estreia e hoje serve como exemplo do que a empresa pretende evitar no futuro.
Em entrevista ao Financial Times, Hermen Hulst, CEO da PlayStation Studios, afirmou que Concord avançou demais em seu processo de desenvolvimento antes de a empresa perceber que não atendia às expectativas. Para o executivo, a experiência reforçou a necessidade de agir com mais agilidade ao identificar problemas em projetos de grande porte.
“Eu não quero que os times joguem seguro, mas eu gostaria que nós, quando falhássemos, falhássemos cedo e de forma barata”, declarou Hulst. Segundo ele, a Sony já adotou novos processos de testes internos, com o objetivo de detectar falhas precocemente e evitar prejuízos semelhantes.
O chefe dos estúdios PlayStation explicou ainda que a companhia passou a realizar testes mais frequentes e variados, além de promover análises cruzadas entre diferentes equipes e envolver grupos externos durante a fase de avaliação. A comunicação entre executivos e estúdios também foi reforçada, como forma de garantir maior transparência sobre o andamento dos projetos.
Outro ponto abordado na entrevista foi a estratégia em relação aos jogos como serviço. Sob a liderança de Jim Ryan, a Sony tinha planos de lançar até 12 títulos do gênero, mas grande parte deles já foi cancelada. Hulst ressaltou que a prioridade agora é a diversidade de experiências e comunidades, não a quantidade. Ainda assim, a CFO Lin Tao destacou que esse modelo continua sendo relevante, já que representa uma importante fonte de receita recorrente para a empresa.
Com isso, Concord, apesar de seu destino prematuro, deve servir como um lembrete constante dentro da Sony: falhar faz parte do processo, mas falhar tarde demais pode custar caro.
Fonte: VGC