Amazon cancela MMO de O Senhor dos Anéis em meio a nova onda de demissões

Amazon cancela MMO de O Senhor dos Anéis em meio a nova onda de demissões

O projeto de um novo MMO de O Senhor dos Anéis, desenvolvido pela Amazon Games, foi oficialmente cancelado. A informação veio à tona após funcionários demitidos da companhia confirmarem que o título foi uma das vítimas da recente reestruturação interna que afetou milhares de empregados da empresa.

Entre os profissionais desligados está Ashleign Amrine, engenheira da Amazon Games, que comentou o ocorrido em seu perfil no LinkedIn: “Esta manhã me tornei parte das demissões na Amazon Games, junto com meus colegas incrivelmente talentosos de New World e do novo jogo incipiente de Senhor dos Anéis (vocês teriam adorado)”, lamentou. A declaração reforçou que o MMO — ainda em estágios iniciais de produção — foi descontinuado como parte das medidas de corte da empresa.

Em comunicado, a Amazon anunciou cerca de 14 mil demissões, alegando que o foco da divisão de jogos será redirecionado para experiências mais casuais, muitas delas desenvolvidas com o auxílio de inteligência artificial generativa. A mudança marca um afastamento das grandes produções multijogador, um segmento que vinha sendo explorado pela companhia nos últimos anos.

Esta não é a primeira vez que a Amazon cancela um MMO ambientado na Terra-Média. Em 2019, a empresa havia revelado uma parceria com a Tencent para desenvolver um título semelhante, mas o projeto foi abandonado em 2021 devido a disputas contratuais sobre a monetização. O jogo atual fazia parte de um acordo com a Embracer Group, atual detentora dos direitos sobre as obras de J.R.R. Tolkien, mas acabou sofrendo o mesmo destino.

Apesar do cancelamento, Amazon e Embracer devem continuar colaborando em outras produções, incluindo novos capítulos da série Tomb Raider. Já os fãs de Tolkien seguem tendo em The Lord of the Rings Online (2007) a principal experiência massiva disponível — um título que, mesmo descrito pela própria Amazon como “um filme preto e branco”, ainda mantém uma comunidade ativa após quase duas décadas.